Viver de renda exige disciplina e planejamento

Confira 4 estratégias para conquistar a independência financeira

Contar com uma boa renda e ter uma vida estável, sem precisar trabalhar. Parece sonho? Pois saiba que isso pode ser uma alternativa a considerar, desde que se tenha uma boa dose de disciplina e planejamento.

O economista e planejador financeiro Lucas Radd, da WG Finanças explica: “Uma pessoa só consegue viver de renda quando conquista um patrimônio suficiente para poder sustentar seu padrão de vida apenas com os juros, dividendos e aluguéis que recebe”, esclarece.

E, de acordo com o especialista, para viver de renda é necessário alcançar um patrimônio elevado, mas muito menor do que alguns imaginam. “Ao contrário do que se pensa, viver de renda não quer dizer levar uma vida de rico, mas sim uma vida confortável financeiramente, sem exageros. E, para isso, é preciso, em primeiro lugar, conhecer seus objetivos. Depois, trabalhar para conquistá-los”, afirma. “É essencial fazer uma programação de longo prazo e ter muita disciplina para concretizar esse projeto”, completa Radd.

Confira outras recomendações dos especialistas para transformar o sonho da independência financeira em realidade:

1. Poupar

“O segredo para a independência financeira é poupar sempre, para poder gastar para sempre. O dinheiro é um bem finito, ele pode acabar. Temos que poupar na época em que somos mais produtivos, quando rentabilizamos mais, para garantir o suporte necessário quando a nossa produtividade cair”, defende o economista e educador financeiro Antônio Teodoro.

Nesse sentido, viver de aluguel, em muitos casos, pode ser mais interessante do que gastar boa parte do patrimônio dando a entrada em um imóvel próprio. “Tente também reduzir o número de viagens ou escolher opções mais em conta, reveja a necessidade de tantos gastos com festas e lazer e até mesmo a de ter mais de um carro em casa”, ensina Radd.

2. Obter uma renda extra

“Quase todo mundo pensa que, por ter um emprego fixo, está com a renda limitada ao salário que recebe”, diz Radd. O que, segundo o especialista, não é verdade. “Você pode aproveitar seus conhecimentos na cozinha, com contabilidade e declaração de IR, com música ou até em alguma disciplina escolar para obter uma renda extra e ocupar o seu tempo livre”, indica.                                                                 

3. Investir

Os investimentos são parte essencial desse planejamento. Afinal, quando não estiver mais trabalhando, sua fonte de renda será unicamente os rendimentos de suas aplicações. “Você deve tentar calcular uma reserva financeira capaz de gerar rendimentos mensais equivalentes ao dobro do que você recebe atualmente, para poupar e investir. Esse número deve ser de, no mínimo, 30% dos seus ganhos”, diz Radd.

Antes de começar a aplicar, é importante aprender sobre as diversas modalidades de investimentos. “O ideal é optar pela diversificação dos recursos, visando uma rentabilidade melhor e identificando as oportunidades conforme o cenário econômico”, explica a educadora financeira Joana D’arc Oliveira.

4. Reinvestir

Mesmo depois de conquistar um bom patrimônio, você precisará continuar investindo. “Se você conseguir gerar, por meio dos seus rendimentos, um valor fixo para se manter, de R$ 3 mil, por exemplo, você deverá usar 50% desse montante para as despesas corriqueiras e os outros 50% para reinvestir e garantir a consolidação do seu patrimônio”, explica Antônio Teodoro.

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