Use a restituição do Imposto de Renda para sair do vermelho

A chegada da restituição pode ser uma ótima oportunidade de saldar as dívidas

Os meses de junho e julho são esperados por muitos brasileiros. Nesse período, são liberados os primeiros lotes de restituição do Imposto de Renda. Em 2017 não será diferente e os demais serão liberados até dezembro. O advogado tributarista Samir Choab explica que os valores abatidos são referentes à educação, saúde, previdência e eventuais dependentes.  

Ewerson Moraes, especialista em Ciências Contábeis, lembra que o valor da restituição já vem com uma correção nesse primeiro lote, que corresponde à taxa Selic. Mas quem não receber sua restituição nos primeiros meses não precisa se preocupar: quanto mais demorar a entrega, maior é a taxa da correção. 

Para quem está no vermelho, a chegada da restituição pode ser uma ótima oportunidade de saldar as dívidas. A prioridade é para as contas que envolvem riscos de corte ou despejo, como luz, água, telefone e aluguel. “No primeiro momento, deve-se quitar as dívidas e, se for possível, guardar o que sobrou para emergências futuras. O indicado é anotar todas as despesas, dívidas e gastos para conseguir priorizar o que deve ser pago primeiro e o que dá para negociar com os credores”, orienta Moraes.

Já para quem está em dia com as contas, o ideal é pegar o valor da restituição e investir ou aplicar. “Realizar uma viagem, comprar algo que se queria há muito tempo ou, até mesmo, optar pelo financiamento de um bem com alto valor podem ser opções, mas é importante que o contribuinte beneficiado não haja por impulso, para não acabar se endividando por não ter planejado os gastos”, afirma Silvinei Cordeiro Toffanin, diretor da empresa Direto Contabilidade, Gestão e Consultoria.  

Para quem antecipou a restituição, cuidado!
Choab diz que, em geral, a antecipação é feita por pessoas que já estão bastante endividadas e, por isso, optam por antecipar a restituição com um banco. O especialista orienta que se deve tomar muito cuidado com o recurso. “O banco ‘compra’ a restituição e antecipa o pagamento, mas cobra por isso. A principal dica é na hora de receber a restituição. O contribuinte precisa pagar imediatamente o credor e sanar sua dívida. Se isso não acontece, corre-se o risco do dinheiro restituído entrar como renda extra na conta e o consumidor acaba superendividado”, conclui.

Tags: dívidas impostos IRPF planejamento financeiro

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