Taxa Selic: aprenda a usar a favor do seu dinheiro

Com o aumento da Selic, o preço do dinheiro fica mais caro

A taxa Selic, um instrumento do Comitê de Política Monetária criado em 1979, serve para tornar mais transparente e segura a negociação de títulos públicos. Ao elevar a taxa, o governo brasileiro aumenta o rendimento desses ativos. Essa é uma maneira que o governo encontrou de compensar seus credores pelo risco de emprestar ainda mais dinheiro a ele.

A Selic também é uma das ferramentas utilizadas pelas autoridades financeiras para segurar a inflação. Sempre que os preços de bens e serviços sobem acima do estabelecido, o Banco Central utiliza-se da taxa para diminuir o dinheiro em circulação, conter a expansão do crédito e, assim, evitar que a inflação venha assombrar a economia.

Com o aumento da Selic, o preço do dinheiro (ou o custo dos juros) fica mais caro. Dessa forma, as pessoas tendem a pedir menos empréstimos por causa dos juros altos e a comprar menos, o que leva a um desaquecimento da economia. Pelo menos na teoria, os preços tendem a cair e a inflação fica controlada.

Aplicações mais interessantes
“Por outro lado, com o aumento da taxa Selic, as aplicações, principalmente as de renda fixa, como CDBs pós-fixados, fundos DI e as Letras Financeiras do Tesouro (LFT), tornam-se mais atraentes na medida em que apresentam maior rentabilidade”, diz Miguel José Ribeiro de Oliveira, diretor executivo da Anefac (Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade), de São Paulo. 

O investimento nesse tipo de aplicação é mais vantajoso do que a caderneta de poupança, principalmente para quantias mais elevadas, que ficarão investidas por maior período de tempo. Porém, para o pequeno investidor, aquele que guarda até R$ 5 mil, o diretor da Anefac avisa que a aplicação na caderneta de poupança também é um bom negócio.

“Em quantias pequenas, a diferença da rentabilidade é mínima. E a caderneta de poupança ainda oferece vantagens, como o investidor poder retirar o dinheiro se precisar dele assim que entrar seus rendimentos sem que haja perdas. Além disso, ainda não há incidência de Imposto de Renda sobre os rendimentos da poupança, o que acontece com as outras aplicações”, finaliza Miguel José Ribeiro de Oliveira.

Tags: CDB economia investimentos rentabilidade taxa Selica

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