Sobrepeso e obesidade infantil crescem de maneira alarmante

Brasil pode se tornar o país com mais obesos no mundo, mostra pesquisa

Os números assustam: uma em cada três crianças de 5 a 9 anos está acima do peso. A combinação de videogame, falta de atividade física e má alimentação está formando uma geração obesa que será afetada por doenças conhecidas apenas na vida adulta. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), até 2025 o número de crianças com sobrepeso e obesidade pode chegar a 75 milhões.

Falta de atividade física associada à má alimentação é uma combinação muito perigosa. Muitas vezes os próprios pais são os culpados, já que muitas vezes é mais fácil e prático optar por alimentos prontos ou fast food. Vale lembrar que os hábitos familiares servem de referência para as crianças.

A obesidade, que já é considerada uma epidemia, altera totalmente o funcionamento do corpo. Problemas que costumam afetar apenas adultos passam a ser detectados em crianças e adolescentes, como hipertensão, colesterol alterado, diabetes tipo 2, depressão ansiedade, estresse, síndrome do pânico, enxaqueca e dores de cabeça, miopia transitória, problemas cardiovasculares e o desenvolvimento do câncer.

A cura para obesidade é a combinação de atividade física e alimentação saudável. Para aplicar efetivamente essa prevenção é preciso um esforço consciente, especialmente dos pais dessas crianças, uma ação bastante complexa num mundo onde imediatismo é a palavra de ordem.

“Uma alimentação equilibrada e saudável está diretamente ligada à frustração da nossa vontade. Comer traz um prazer enorme, mas comer demais gera um custo altíssimo para a saúde emocional e física das pessoas. Os pais estão preocupados com a qualidade da alimentação de seus filhos, mas ao mesmo tempo não tem ideia de como agir para mudar isso”, afirma Deise Navarro, psicóloga e pesquisadora sobre relacionamentos familiares na contemporaneidade. A seguir, cinco dicas da profissional para lutar contra a obesidade:

1. Dê o exemplo: ele vale mais que 1.000 palavras – a primeira coisa que os pais devem fazer é dar o exemplo, começando a mudar seus próprios hábitos alimentares e também esportivos.

2. Estimule a experiência de novos sabores: proporcionar o desenvolvimento do paladar por alimentos saudáveis: variar os alimentos é essencial para que o organismo da criança tenha vontade de comer melhor. A insistência é uma importante aliada – nem sempre a primeira vez que se experimentar é suficiente, explique para a criança que é preciso comer algumas vezes antes de decidir que realmente não gosta daquele tipo de alimento.

3. Controle a alimentação desde pequeno: alimento e afeto são coisas diferentes: embora haja uma conexão profunda entre comer e amar, não podemos considerar as duas coisas como sinônimos. O amor que ensina a se alimentar também ensina a lidar com a frustração de não comer até não aguentar mais, mesmo que esteja delicioso. É importante controlar a alimentação da criança para que ela aprenda a se controlar quando for adulto. Dessa forma, também estará ensinando seu filho a lidar com a própria ansiedade.

4. Estimule seu filho a fazer atividades físicas: é possível que esse tema seja chato para muitos pais que não gostam de praticar esporte, mas isso não tira a responsabilidade deles em introduzir atividades físicas na vida dos filhos. Não precisa ser nada muito sofisticado como uma aula de ballet ou futebol. Caminhar, jogar bola, andar a pé – atividades do dia a dia.

5. Aprenda a dizer “não” a um desejo do seu filho: ao negar alguma coisa é importante não voltar atrás na decisão para não enfraquecer sua autoridade e criar atritos na relação com seu filho. Muitas vezes, os pais podem se tornar permissivos ao tentar evitar que os filhos não passem situações vividas por eles no passado e para não gerar sofrimento. Um sentimento de culpa comum é o fato dos pais trabalharem fora, o que deixa uma sensação de “abandono diário” – tal fato pode gerar uma ideia equivocada de ter que compensar a ausência com muitos “sims”.

Fonte: Porta Voz Comunicação Integrada

Tags: alimentação filhos obesidade qualidade de vida saúde

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