Os perigos do “vício da racionalidade”

Nem sempre a decisão racional é a melhor escolha

Você sofre do chamado “vício da racionalidade”? Seus sintomas, segundo o autor e professor Raj Raghunathan, da Universidade do Texas, se manifestam pela tendência a ignorar ou subestimar a importância de instintos e emoções naturais, sempre preferindo adotar as soluções “racionais”. Mas isso pode ser uma fonte de infelicidade. O professor cita como exemplo um conhecido experimento feito pela Universidade de Chicago, no qual os participantes deveriam escolher entre chocolates em forma de coração, que valiam US$ 0,50 cada, ou em forma de barata, valendo US$ 2 cada. 68% deles optaram pela barata apenas porque valia mais que o coração. Prevaleceu a decisão “racional” de obter mais vantagens, ainda que a forma da guloseima fosse repugnante e seu gosto duvidoso (apenas 46% deles achavam previamente que gostariam do seu sabor).

Na carreira profissional, alerta o professor, esse vício da racionalidade pode gerar escolhas erradas, como aceitar um emprego mais bem remunerado, mas em um ambiente hostil de trabalho. Em longo prazo, trabalhar em um clima de cooperação e camaradagem, ainda que com remuneração menor, pode gerar resultados mais positivos.

Raghunathan, no entanto, ressalva: o segredo da tomada de decisões é saber sempre ponderar qual consequência esta ou aquela resolução poderá ter em sua vida. Decisões que envolvam finalidades concretas, como a compra de um imóvel, por exemplo, devem vir essencialmente de um processo racional. O truque é não se viciar nele.

Fonte: Época Negócios

Tags: carreira comportamento trabalho

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