Evite erros na hora de declarar o imposto de renda 2017

O ideal é juntar os documentos necessários e não deixar para a última hora

A Receita Federal já está recebendo as declarações do Imposto de Renda. Vale lembrar que quem deixa para a última hora tem mais chances de errar no preenchimento dos formulários e cair na malha fina. Isso sem contar os prejuízos financeiros, visto que falhas no preenchimento também podem fazer o contribuinte pagar mais do que deve, por pura falta de informação.

Para passar longe de tudo isso, o primeiro passo é organizar-se. “Separe todos os documentos, organize-os em ordem, de acordo com a sequência em que as fichas aparecem na tela, no programa do IRPF. E, antes mesmo de começar a preencher, elabore uma planilha para totalizar os gastos dedutíveis, como os destinados à saúde”, relata o contador Silvinei Toffanin, diretor da Direto Contabilidade, Gestão e Consultoria.

Para descomplicar o preenchimento e a entrega da declaração do IR 2017, ele e o supervisor regional do IR para o estado de São Paulo, Valter Koppe, respondem a algumas dúvidas comuns sobre o assunto. Confira!

O que declarar?
“O contribuinte deverá informar todos os seus rendimentos (os tributáveis, os isentos e não tributáveis e os tributáveis exclusivamente na fonte) e todos os pagamentos efetuados à pessoa física ou jurídica que possam gerar deduções. Também deve informar todos os seus bens e direitos, além de suas dívidas e ônus reais”, explica.

Toffanin reforça outro ponto importante: “É fundamental preencher os gastos com dependentes e lembrar que ninguém pode ser dependente em mais de uma declaração. Se o pai incluiu o filho como dependente, por exemplo, o jovem não poderá aparecer também na declaração da mãe, no mesmo ano-calendário”, alerta.

Quais são os gastos dedutíveis?
São as despesas pagas no decorrer do ano e que podem ser abatidas da base de cálculo do IR. “Os gastos dedutíveis são as despesas médicas integrais (que precisam ser comprovadas), despesas com educação (até o limite de R$ 3.561 para o titular e por dependente) contribuição à previdência complementar (limitada a 12% dos rendimentos tributáveis), doações feitas diretamente aos órgãos governamentais, como Conselhos e Estatutos. Também é possível deduzir no caso de doações para o PRONON e para o PRONAS/PCD – dois programas vinculados ao Ministério da Saúde”, diz o supervisor do IR.

Quais são os erros mais comuns?
Um dos mais recorrentes é digitar valores ou informações incorretas. Separar os centavos com ponto final, em vez de vírgula, é um equívoco comum e que pode comprometer os dados da sua declaração. Outro erro bobo é deixar de preencher campos obrigatórios, por falta de atenção.

Falhas mais graves, e que exigem cuidado, estão relacionadas à ausência, na declaração, de valores recebidos ou pagos. No momento de informar os rendimentos, por exemplo, deve-se colocar não apenas o salário, mas outras receitas que possam entrar na conta corrente, como o pagamento da aposentadoria ou o aluguel recebido por um imóvel.

Também é preciso atenção no momento de separar os rendimentos tributáveis dos não tributáveis. Planos de capitalização e 13º salário, por exemplo, entram na ficha de “Rendimentos Sujeitos à Tributação Exclusiva/Definitiva”.   

Nas doações, vale lembrar que as somas revertidas a instituições de caridade também não entram: são consideradas, para efeito de restituição, apenas aquelas feitas diretamente aos Conselhos, Estatutos ou outros programas específicos mantidos pelo Governo.

Saiba mais:
O site da Receita Federal possui uma coletânea com quase 700 perguntas respondidas, todas sobre IRPF. “Os documentos estão disponíveis para download ou consulta diretamente no site e nos dispositivos móveis, por meio do app do IRPF (sistemas Android e iOs)”, esclarece Koppe.

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