Estudo mostra que inflação entre idosos cai em 2017

Material foi disponibilizado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV


O Índice que mede a variação da cesta de consumo de famílias formadas basicamente por idosos, ou seja, pessoas com mais de 60 anos, registrou variação de 0,50% no segundo trimestre de 2017. Esse indicador, chamado de Índice de Preços ao Consumidor da Terceira Idade (IPC-3i) acumulou, em três meses, alta de 3,51%. Com este resultado, a variação do indicador ficou acima da taxa acumulada pelo IPC-BR, que foi de 3,44%, no mesmo período.

Este índice é formado por oito tipos de despesas, desse grupo, cinco classes registraram decréscimo em suas taxas de variação, causando a queda da inflação para esse grupo populacional. A principal diferença veio do grupo da habitação, cuja taxa passou de 2,02% para 0,40%, essa variação pode ter sofrido influência da tarifa de eletricidade residencial.

O estudo disponibilizado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) mostrou que contribuíram também para o decréscimo da taxa do IPC-3i os grupos: alimentação (1,12% para -0,94%), educação, leitura e recreação (2,95% para 0,08%), transportes (0,39% para -0,52%) e despesas diversas (1,51% para 1,16%). Para cada uma destas classes de despesa, vale citar o comportamento dos itens: frutas (1,97% para -19,22%), cursos formais (9,19% para 0,00%), tarifa de ônibus urbano (4,48% para 0,83%) e cigarros (1,72% para 0,00%), respectivamente.

Em contrapartida, os grupos Saúde e Cuidados Pessoais (1,74% para 2,70%), Comunicação (-1,07% para 0,75%) e Vestuário (-0,19% para 1,18%) apresentaram acréscimo em suas taxas de variação. Os itens que mais contribuíram para estes movimentos foram: medicamentos em geral (0,13% para 3,43%), tarifa de telefone residencial (-3,75% para -0,22%) e roupas (-1,09% para 1,58%), respectivamente.

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Tags: despesas FGV idosos inflação

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