Estudo aponta que mulheres jovens são mais propensas a ataques cardíaco

Além do aumento de doenças cardiovasculares, estudo mostrou também que faltam estudos sobre o corpo feminino

De acordo com o Ministério da Saúde, as doenças cardiovasculares são a principal causa de morte entre as mulheres no Brasil. Dentro desse grupo, o maior causador de morte é o Acidente Vascular Cerebral (AVC) e o segundo maior é o infarto -, condição que apresenta taxa de mortalidade superior no público feminino.

Um estudo publicado na revista americana Circulation mostrou um novo viés sobre o tema: nos últimos 20 anos os ataques cardíacos em mulheres com idade entre 35 a 54 anos aumentaram 27%. O estudo também apontou que de maneira geral, a saúde das mulheres diminuiu no mesmo período.

O estudo americano constatou também que o número de pesquisas voltadas para a saúde da mulher não é satisfatório, para entender melhor o corpo feminino e o risco de doenças cardiovasculares são necessários ensaios clínicos voltados especificamente para elas, já que homens e mulheres apresentam sintomas diferentes durante episódios cardíacos.

O corpo feminino

Segundo a cirurgiã cardíaca do Hospital do Coração de São Paulo, Dra. Magaly Arrais, essa maior probabilidade de eventos cardiovasculares na mulher é proveniente do envelhecimento natural e do estilo de vida. “Somado a esses sinais, outras condições negligenciadas pelas mulheres as transformam em vítimas potenciais, como o crescimento da obesidade, o descontrole do diabetes e dos níveis do colesterol, tabagismo, sedentarismo, o estresse do dia a dia e a pressão arterial elevada. A jornada tripla da mulher moderna aumentou o estresse e a ansiedade – fatores que também as deixam mais suscetíveis aos problemas cardíacos”, explica a cirurgiã cardíaca.

O que preocupa os médicos é que, diferentemente dos homens, as mulheres nem sempre percebem os sinais de que algo está errado. Um dos principais sinais de alerta está no colesterol. O bom, HDL, deve estar acima de 50 mg/dl. O mau, LDL, abaixo de 100 mg/dl e a pressão arterial não deve passar de 12 por 8.

“As mulheres se queixam mais de dores nas costas, cansaço, queimação no estômago e náusea. Esses sinais, nem sempre reconhecidos e relacionados ao coração, fazem com que as mulheres associem o mal-estar a problemas gastrointestinais ou ortopédicos, o que faz com que demorem para procurar socorro médico. É algo preocupante, pois sabemos que os indivíduos enfartados sem atendimento morrem mais”, esclarece Dra. Magaly Arrais, cirurgiã cardíaca do HCor (Hospital do Coração), em São Paulo.

Segundo a cirurgiã cardíaca o aumento da incidência de eventos cardiovasculares na mulher é consequência do envelhecimento natural e do estilo de vida. “Somado a esses sinais, outras condições negligenciadas pelas mulheres as transformam em vítimas potenciais, como o crescimento da obesidade, o descontrole do diabetes e dos níveis do colesterol, tabagismo, sedentarismo, o estresse do dia a dia e a pressão arterial elevada. A jornada tripla da mulher moderna aumentou o estresse e a ansiedade – fatores que também as deixam mais suscetíveis aos problemas cardíacos”, finaliza a cirurgiã cardíaca.

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