Entenda como funcionam os clubes de investimentos

Participar de um grupo pode ser vantajoso para investidores que tem pouco capital para aplicar individualmente

Você já ouviu falar dos clubes de investimentos? São grupos de pessoas que se reúnem para investir no mercado de capitais. A escolha das aplicações é feita em conjunto pelos participantes e, por isso, o clube é uma ótima opção para quem ainda não tem muito conhecimento sobre o mercado financeiro. Os clubes se parecem bastante com os fundos de investimento bancário, com a diferença de que, em geral, compõem-se de grupos fechados e menores, podendo ser organizados com amigos ou colegas de trabalho. Mas, será que participar desses grupos é vantajoso? De acordo com os especialistas, essa modalidade de investimento pode, sim, trazer vários benefícios, desde que o investidor tome alguns cuidados.

Por abranger um número significativo de pessoas, no mínimo três e no máximo cinquenta, os clubes permitem acumular volumes maiores de dinheiro para aplicar no mercado financeiro, possibilitando a entrada de investidores que teriam pouco capital para aplicar individualmente. Mais um fator positivo é a segurança, os clubes são supervisionados pela CVM (Comissão de Valores Mobiliários), que fiscaliza o mercado de capitais no Brasil, e submetidos às regras da Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo).

Quem participa desses clubes conta com a gestão e o conhecimento da corretora responsável pela compra e venda dos ativos.  Segundo o administrador de empresas e coordenador do curso de Gestão Financeira da Universidade Metodista de São Paulo, Klaus Haacke Suppion, liquidez diária e diversificação da carteira estão entre as possíveis vantagens. Além disso, como o grupo possui estatuto próprio, as regras de gestão e os custos são transparentes. Mas há, também, algumas desvantagens, diz o coordenador: “A maior desvantagem é a perda de autonomia dos investidores sobre as aplicações”.

Fique de olho

Antes de entrar para um clube, os especialistas orientam conhecê-lo bem. O educador financeiro e consultor da TopConsulting Assessoria Financeira, Marcelo Claudino, aconselha: “O investidor deve se informar sobre os objetivos do clube, saber em quais ativos irá investir, a taxa de administração e os demais custos e, também, como obter seus recursos caso queira sair do clube e quais os riscos de perda”. Também é importante pesquisar sobre a corretora e os profissionais que realizarão a gestão do clube. Para isso, deve-se avaliar os resultados de outros clubes de investimentos administrados por eles.

A maioria dos clubes utiliza a internet para mantê-lo a par do que está acontecendo, explica Claudino: “Os participantes recebem, por e-mail, relatórios mensais com o andamento dos investimentos do clube, ou têm acesso a essas informações em site próprio”.

Por fim, é importante não esquecer que os clubes de investimentos têm foco no longo prazo. Quem entra neles não pode querer resultados rápidos. Por isso, além de investir nessa modalidade, os especialistas aconselham que o investidor tenha, também, uma reserva para emergências e outra para a aposentadoria.

Tags: clubes de investimentos futuro investimentos planejamento financeiro

Veja mais