Eletrodomésticos: vale mais a pena consertar ou comprar um novo?

Se o conserto for orçado entre 30 e 40% do preço de um aparelho novo, não hesite em mandar arrumar

Segundo um levantamento feito em São Paulo pela Fundação Getúlio Vargas, nos últimos anos, os preços dos eletrodomésticos e eletroeletrônicos registraram a queda expressiva de mais de 17%. No mesmo período, o valor cobrado para o conserto desses itens disparou, crescendo mais de 52%. Os brasileiros sentiram essa mudança na vida prática e boa parte desses consumidores não pensa duas vezes antes de comprar um modelo novo, ao constatar qualquer tipo de avaria em um produto de uso diário.

Mas, segundo os especialistas, trocar nem sempre é a melhor opção, principalmente para quem está num processo de enxugar o orçamento, para fazer sobrar mais dinheiro no fim do mês. Além disso, é preciso pensar no impacto do consumo e do descarte de tantos equipamentos no equilíbrio do meio ambiente.

Faça as contas

Mesmo com as mudanças que aconteceram na economia, 80% dos consertos custam menos da metade de um aparelho novo. Na dúvida, vale a pena fazer, ao menos, um orçamento. “Um equipamento mais antigo costuma apresentar falhas depois de cinco anos de uso. Já os mais modernos, podem começar a dar problemas em um ou dois anos. Porém, é bem provável que seja necessário apenas fazer a troca de algumas peças desgastadas, para que o aparelho volte a funcionar. Este é tipo de reparo mais frequente nas assistências técnicas”, diz Lúcia Moreira, assistente do Grupo CT Assistência Técnica, de São Paulo. Veja a seguir algumas dicas que poderão ajudá-lo a decidir se o melhor é trocar ou consertar.

Se o aparelho é mais antigo, converse com o técnico para saber se existem peças de reposição para o modelo e qual é o tempo para a entrega do equipamento arrumado. Vale lembrar que, muitas vezes, a causa do atraso do conserto é a falta de peças de reposição vindas do próprio fabricante. “A assistência técnica depende das fábricas. Por isso, nem sempre ela consegue cumprir os prazos combinados”, diz Lúcia.

Alguns fatores encarecem a mão de obra. Por exemplo: uma geladeira que precisa ser transportada para o conserto, com certeza custará mais para ser arrumada. Peças que não são encontradas com facilidade também podem aumentar o custo do reparo. Então, vale a pena discutir todos os detalhes com o técnico antes de fechar o negócio

Em termos de custo, se o conserto for orçado entre 30 e 40% do preço de um aparelho novo, não hesite em mandar arrumar. A economia de 60 a 70% que você fará é bastante significativa e poderá ajudá-lo a manter o orçamento em dia pelos próximos meses. Além disso, você estará poupando a natureza de receber mais lixo.

Para garantir um bom resultado

Se decidir mandar um equipamento que já está fora do tempo de garantia para o conserto, fique atento a alguns detalhes. Em primeiro lugar, procure uma assistência técnica autorizada ou um prestador de serviços que seja conhecido pela qualidade de seu trabalho. Indicações de amigos e parentes, nesse caso, são super bem-vindas.

Assim que chegar ao local escolhido para o conserto, exija a emissão de uma ordem de serviço com valores e prazos para a entrega do equipamento, que deve ser assinada por quem a forneceu. “Na ordem, também deve constar, em detalhes, o tipo de conserto que será feito, se haverá ou não troca de peças e quais serão repostas. Dessa maneira, se o aparelho voltar a dar defeito assim que sair da assistência técnica, você não poderá ser cobrado novamente pela execução do mesmo tipo de serviço”, aconselha Leila Cordeiro, assessora técnica da Diretoria de Atendimento e Orientação ao Consumidor do Procon, de São Paulo.

Por fim, confira, no ato da entrega, se o aparelho está funcionando corretamente e não se esqueça de guardar a ordem de serviço, pelo menos pelo tempo que durar a garantia. “Em geral, as assistências técnicas dão um prazo de garantia de 90 dias pelo conserto feito”, diz Leila.

Tags: conserto eletrodomésticos eletroeletrônicos

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