Desemprego na família? Supere essa fase difícil sem se endividar

Além da questão psicológica, há o risco de desequilíbrio do orçamento familiar

Quando um dos familiares perde o emprego e sua fonte de renda, todos sofrem. Não apenas pela questão financeira, mas também pelos danos psicológicos que a situação provoca. “Os psicólogos afirmam que perder o emprego é uma das três maiores causas de sofrimento emocional”, diz o educador financeiro Mauro Calil, diretor do Centro de Estudos e Formação de Patrimônio Calil & Calil, em São Paulo. Por isso, a sugestão do especialista é que os familiares e amigos do desempregado conversem abertamente com ele sobre o ocorrido: “É fundamental que ele se sinta acolhido, amparado e estimulado a procurar outra colocação”, afirma Calil.

Além da questão psicológica, há o risco de desequilíbrio do orçamento familiar. Para que isto não aconteça, é importante que todos se reúnam e montem um novo esquema para o pagamento das despesas, principalmente se não há nenhuma reserva para ser usada nesse tipo de situação.

“Também é preciso planejar muito bem o destino do dinheiro que vai entrar por conta da rescisão de contrato, como os valores proporcionais do 13º salário e das férias, o Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) e o seguro-desemprego concedido pelo INSS”, alerta o educador financeiro. Calil aconselha, ainda, que, nesse momento, ninguém da família contraia novas dívidas.

Por fim, caso o trabalhador tenha um financiamento com um seguro embutido, para cobrir as prestações atrasadas em caso de desemprego, agora é a hora de procurar a instituição financeira e fazer uso desse benefício.

Uma nova realidade
Desenhar um novo planejamento orçamentário não é tão difícil quanto parece. Mas se você ainda tem dúvidas de como fazer isso, basta seguir o nosso passo a passo:

Passo 1: divida os gastos da família em quatro categorias: alimentação (A), básico (B), dispensáveis (D) e supérfluos (S). De cara, corte as despesas da categoria (S). Os da classe D, aqueles gastos que você gostaria de manter, como a pizza do sábado à noite, não precisam ser totalmente eliminados, mas devem ser reduzidos. Os dos grupos A e B (luz, água, transporte, aluguel, celular etc) não podem ser eliminados. Mesmo assim, é importante manter o foco e evitar desperdícios.

Passo 2: calcule, agora, qual o valor mínimo mensal de que você e sua família precisam para viver.

Passo 3: faça uma projeção que vai ajudá-los a planejar o orçamento durante o tempo em que o familiar permanecer desempregado. Para isso, trabalhe com uma possibilidade bem pessimista: a de que ele vai ficar mais 12 meses nessa situação. Então, multiplique o valor do item 2 por 12.

Passo 4: agora a família precisa pensar em como irá cobrir essas despesas. Se necessário, voltem ao passo 1, para enxugar ainda mais os gastos.

Já viveu situação parecida? Divida sua experiência com a gente nos comentários abaixo.

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