Construção civil projeta crescimento para 2020. Como você pode ganhar com isso?

A expectativa é que o setor tenha expansão de 2% este ano

Desde 2013 que o setor imobiliário brasileiro tem estado no fundo do poço, contudo, no final de 2019 foi possível ver os sinais de recuperação. A expectativa do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (SindusCon-SP) é que a construção civil feche o ano com aumento de 2% e chegue aos 3% no próximo ano.

É um bom momento para os investidores, pois as empresas precisam de recursos para construir. Uma maneira de conseguir mais dinheiro é por meio dos fundos imobiliários, eles costumam render mais que os fundos de renda fixa, que aplicam em títulos do governo.

Existem três tipos principais de fundos imobiliários, quando você aplica seu dinheiro em um deles, compra cotas e investe em bens relacionados à construção civil. Atualmente essas carteiras contam com R$ 107 bilhões em aplicações. 

O primeiro tipo de fundo imobiliário é o de tijolo. Neste caso, você compra participação direta nos mais diversos tipos de imóveis, não só residenciais, como shopping centers, prédios de escritórios ou redes de hospitais. A renda que remunera o fundo vem dos aluguéis dos locatários.

Já o fundo imobiliário de papel compra títulos de projetos realizados por construtoras ou incorporadora. Neste caso, o fundo recebe das empresas um rendimento pelo título. Esse tipo ainda tem uma garantia, pagamentos que estão ligados aos papéis, como os aluguéis. O terceiro tipo é o fundo de fundos, que compram cotas de outros fundos.

Uma das vantagens deste tipo de investimento é a liquidez maior, se você precisar do dinheiro investido no fundo pode resgatar mais rápido do que se simplesmente comprar uma casa, afinal, para ter o dinheiro é preciso vendê-la.

O risco deste tipo de investimento é menor, isso porque é comum que o administrador do fundo compre títulos diversos, assim, se der errado com um, sua participação era pequena. 

Vale lembrar que se você investiu em imóveis e recebe renda de aluguel, é preciso pagar Imposto de Renda que é reajustado juntamente com o próprio aluguel. Contudo, a vantagem é que o fundo paga 20% do imposto de renda. 

Mas como todo investimento, há também suas desvantagens. As taxas de administração podem ser mais altas que de outras aplicações, isso porque elas variam de acordo com a carteira. 

Os administradores também compram uma variedade grande de ativos, assim, fica mais complicado descobrir qual não está dando certo. Neste caso, a atenção é a melhor aliada, pergunte ao gestor sobre cada ativo.

Outra desvantagem é que esse tipo de investimento não tem a garantia do Fundo Garantidor de Crédito (FGC). 

Comece já

Se ficou interessado em investir em fundos imobiliários, aproveite a recuperação do setor. Você pode procurar uma corretora, o seu banco ou uma empresa independente para fazer sua aplicação. O valor mínimo varia de fundo para fundo, contudo, considere entre R$ 100 a R$ 1.000.

Existem basicamente duas formas de fazer seu investimento. Você pode fazer uma oferta primária, que é aplicar em um fundo que esteja sendo lançado ou em um já existente. O processo é: você entrega o dinheiro na corretora e em alguns dias ele é convertido em cotas que podem ser vendidas na Bolsa. 

A outra maneira é comprar as cotas diretamente na Bolsa de Valores. São cerca de 250 fundos imobiliários na B3. Se você tiver conhecimento em ações, é uma opção válida, pois o processo é similar. 

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