Conheça os regimes clássicos de contribuição!

São diferentes alternativas que permitem aos contribuintes escolherem como arcarão com os custos de uma aposentadoria tranquila

Existem formas diferentes de recolher os investimentos em previdência que, mais tarde, se transformarão em benefícios. São os chamados regimes de financiamento, diferentes alternativas que permitem aos contribuintes escolherem como arcarão com os custos de uma aposentadoria tranquila. 

Regime de Repartição Simples

O Regime de Repartição Simples — também conhecido como Regime Orçamentário — é o mais adotado por previdências públicas ao redor do mundo, inclusive no Brasil. A lógica deste sistema é dividir entre todos os contribuintes as despesas com o pagamento das parcelas dos benefícios concedidos. O regime não prevê a formação de reservas de dinheiro, apenas a quitação dos pagamentos dos atuais inativos.  É como se este regime propusesse um pacto entre gerações: os atuais trabalhadores pagam os benefícios dos atuais aposentados. Da mesma forma, quando os que estão na ativa hoje se aposentarem, eles dependerão de novos trabalhadores que vão ingressar na previdência para receberem os benefícios.

O maior exemplo desse tipo de regime no Brasil é o da Previdência Social, que basicamente divide entre os contribuintes do sistema os pagamentos dos benefícios de quem está aposentado atualmente.

Nesse caso, fatores como natalidade, longevidade e taxas de emprego formal impactam consideravelmente no Regime.

Regime de Capitalização

Já no Regime de Capitalização, essa relação de dependência não existe. O trabalhador paga a própria aposentadoria, ou seja, durante os anos de trabalho, ele é o responsável por produzir a quantia necessária, que será revertida em um benefício individual no futuro. No Brasil, as previdências complementares trabalham com este regime. Elas são indicadas para quem deseja uma renda extra, além da concedida pela previdência social. O valor da parcela do contribuinte dependerá do quanto ele deseja ganhar no futuro e da data em que ele pretende começar a usufruir do benefício.

No Regime de Capitalização, fatores como as alterações das taxas de juros e da expectativa de vida da sociedade são os que mais impactam sobre a reserva que está sendo criada.

Repartição de Capital de Cobertura

O terceiro modelo, de repartição de capital de cobertura, é uma mescla dos dois regimes anteriores. É um método de formação de reservas, feito durante um determinado tempo (geralmente um ano), apenas para garantir o pagamento dos beneficiários naquele mesmo período. Estas contribuições costumam ser mensais e o valor da parcela depende do número de benefícios que serão concedidos naquele período. Neste caso, há também um pacto entre as gerações: os atuais trabalhadores pagam os benefícios daqueles que não produzem mais.