Como o trabalho de avós está salvando pessoas no Zimbábue

Conheça o case apresentado no último Fórum Econômico Mundial sobre as vovós que fazem a diferença no Zimbábue

Marcado por dezenas de painéis sobre os rumos da economia mundial e reuniões entre chefes de estado de e investidores para fechamento de acordos comerciais, o Fórum Econômico Mundial, que aconteceu em Davos no mês de janeiro, foi pauta recorrente nos noticiários.

Em meio a tantos encontros importantes entre representantes das principais economias do planeta e grandes agentes do mercado, uma exposição em um espaço destinado ao Zimbábue talvez tenha passado despercebido pela grande imprensa.

Em pouco mais de 40 minutos, foi apresentado um case do país sobre saúde mental. Em programa conduzido pelo governo, mais de 400 avós oferecem aconselhamento para pessoas em quadro de depressão por todo o território nacional. Com menos de 1 psiquiatra para cada 1 milhão de habitantes, essa foi a solução paliativa encontrada para aliviar o sofrimento de quem necessita de acompanhamento psicológico.

Sabedoria popular em favor dos mais necessitados

O Zimbábue apresenta um quadro social desolador, com uma população extremamente empobrecida, conflitos étnicos e epidemias de várias doenças graves. Para se ter uma ideia, cerca de 15% da população está infectada com o vírus HIV, fator que seria responsável por agravar consideravelmente o problema de sofrimento mental de milhões de pessoas.

Nesse contexto, um grupo de avós criou um programa de aconselhamento em que qualquer cidadão pode conseguir atendimento em praça pública. Sem a pretensão de se assemelhar a um acompanhamento psicológico profissional, a iniciativa leva às pessoas a possibilidade de discutir seus dilemas pessoais e receber o afeto de anciãs reconhecidas na comunidade por sua afetividade e espírito altruísta.

Resultados já observados do programa

O programa chamado “Bancos da Amizade” já colhe bons resultados por onde foi implantado. No case apresentado no Fórum Econômico Mundial, relatos de participantes dão conta de mudanças positivas em suas vidas.  Trabalhando maneiras de superar problemas cotidianos a partir da própria experiência de vida das anciãs, as pessoas se sentem reconfortadas e mais preparadas para seguir suas vidas de forma mais positiva.

Segundo relatórios preliminares, pode-se observar que crianças que passaram por traumas voltam à escola. Mães vítimas de violência doméstica conseguem retomar suas vidas ingressando em um novo trabalho, constituindo nova família. Jovens em envolvimento com atos ilícitos são reconduzidos a iniciativas de ressocialização. Há, inclusive, um entendimento de que o programa apresenta resultados mais positivos que os tratamentos convencionais.

Os encontros seguem a seguinte metodologia: há três elementos para a primeira discussão: abrir a mente, elevar e fortalecer. Cada sessão de 30 a 45 minutos, pelo período de quatro a seis semanas, parte das resoluções do encontro anterior, explorando barreiras e estabelecendo um caminho a seguir, sem a pretensão de criar um diagnóstico médico.

O que você achou dessa iniciativa incrível? Seria interessante importar esse modelo de programa? Deixe sua opinião nos comentários.

Tags: aposentadoria qualidade de vida

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