Aproveitar a vida ou guardar dinheiro? Faça os dois ao mesmo tempo

O sucesso na vida financeira está muito mais ligado ao comportamento das pessoas e às escolhas que elas fazem, do que à habilidade de lidar com números

Você acha que só vive bem quem tem muito dinheiro para gastar? Cuidado! Ter qualidade de vida não significa comprar tudo o que se deseja e viver o hoje como se não houvesse amanhã. Ao contrário: desfrutar os seus dias com tranquilidade, sem medo de ser pego de surpresa por um imprevisto, também é uma forma de viver feliz.

Nem precisa ser caso de vida ou morte. A inesperada notícia de uma gravidez, por exemplo, por melhor que seja, deixa qualquer um preocupado com as despesas extras. “É possível, sim, viver bem, não ser escravo do dinheiro e poupar para o futuro. O sucesso na vida financeira está muito mais ligado ao comportamento das pessoas e às escolhas que elas fazem, do que à habilidade de lidar com números”, garante a consultora financeira Evanilda Rocha.

É só começar
O caminho da prosperidade exige uma boa dose de disciplina e perseverança. Chega a ser um desafio. E, para vencê-lo, o primeiro passo é planejar a sua vida financeira com a ajuda de calculadora, papel e caneta. Para começar, saiba o quanto ganha de verdade. Na hora de fazer os cálculos, tenha sempre em mente a sua renda líquida. 

A partir daí, basta entender que, para pagar todas as suas despesas mensais fixas – aluguel ou prestação da casa própria, água, luz, transporte, alimentação, entre outros. Se as outras pessoas da família também contribuem com o orçamento doméstico, faça as mesmas contas com os outros rendimentos e verá que, com um bom planejamento, dá até para sobrar dinheiro no fim do mês.

Balanço geral
Se você está sempre no vermelho, é sinal de que está gastando mais do que pode e precisa mudar seu comportamento. Comece por uma revisão de custos. Pergunte-se, por exemplo, se precisa mesmo de 159 canais de TV a cabo para ser feliz ou se pode viver muito bem com a metade deles e ainda pagar menos pela assinatura. Outra pergunta importante: quanto você deixaria de pagar de juros do cheque especial se eliminasse esse “benefício financeiro” da sua vida? E aquela conta-corrente aberta que você não movimenta há mais de ano e o banco insiste em debitar tarifas?  Depois de encontrar e acabar com todas as fontes de desperdícios, você verá seu dinheiro render mais, sem ter que fazer sacrifício nenhum por conta disso.

Poupe antes de gastar
Não importa se você quer comprar uma TV de 50 polegadas ou se planeja levar o par para uma segunda lua de mel em um fim de semana prolongado. Você aproveitará muito mais se conseguir pagar tudo à vista, sem se preocupar com as dívidas depois. É só ter disciplina para economizar uma porcentagem de sua renda líquida mensal: 10%, por exemplo. Você também pode contar com a economia feita na redução de gastos para fazer essa poupança.

Estabeleça seus objetivos
Juntar dinheiro por juntar não faz sentido. Mas quando você tem objetivos a conquistar, a história muda de figura. Então, comece o seu planejamento definindo quais são seus projetos a curto, médio e longo prazos. Em seguida, determine o quanto custará essa empreitada e comece a programar seu plano por etapas, levando em conta o valor e o tempo até atingir seu objetivo, a partir de hoje. Pode até demorar um pouco, mas valerá a pena.

“Quando você tem um objetivo definido e opta por gerenciar, de verdade, as suas finanças pessoais, aprende a consumir de forma diferente, sem que, para isso, precise se sacrificar. Uma boa disciplina financeira poderá apresentar a você um cenário surpreendente de boas opções de lazer e qualidade de vida que você nem teria imaginado antes”, conclui Evanilda.

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