Aprenda o caminho para fazer boas compras em sites internacionais

Em primeiro lugar, é preciso checar a procedência do portal onde foi encontrada a oferta

Os preços de muitas mercadorias, principalmente eletrônicos, são bastante convidativos em sites de empresas estrangeiras. Na maioria dos casos, mesmo com a taxa de frete, os produtos ainda ficam de 50% a 80% mais baratos do que se fossem adquiridos no Brasil, o que faz com que a negociação pareça bastante vantajosa. Porém, é essencial tomar alguns cuidados antes de fechar o negócio.

Em primeiro lugar, é preciso checar a procedência do portal onde foi encontrada a oferta. “Nem sempre esses sites são honestos. Como ficam no exterior, eles não estão sujeitos à legislação vigente no nosso país. E nem mesmo o Procon poderá atuar, caso algo dê errado”, alerta Nelson Luiz Paula de Oliveira, membro da diretoria do Instituto Brasileiro de Executivos de Finanças no Paraná (IBEF-PR).

Para evitar problemas, o melhor é se informar com amigos que já utilizaram o portal, procurar por comentários em sites de reclamação ou nas redes sociais. Na falta de informações mais consistentes, dê preferência aos mais conhecidos, como a Amazon e o e-Bay. “Também recomendo utilizar sistemas seguros de pagamento, como o PagSeguro e o PayPal, que só liberam o dinheiro ao vendedor após a confirmação da entrega do produto”, explica Oliveira.

Além disso, é importante ficar bem atento aos detalhes do item que está querendo comprar, para saber se poderá utilizá-lo por aqui (já que ele foi desenvolvido para funcionar em outro país). Se estiver pensando em adquirir um eletroeletrônico, por exemplo, repare na voltagem do aparelho, pois algumas não são compatíveis com as do Brasil. Outro problema é o padrão de tomadas – o brasileiro é único no mundo. Ao comprar roupas e calçados, não se esqueça de que o padrão de medidas também é diferente nos outros países. Na internet, é possível encontrar tabelas de equivalência, que ajudam a diminuir o risco de receber, em casa, algo que não lhe serve.

Outro cuidado é verificar o peso do que está adquirindo, pois esse fator influencia no cálculo do valor do frete. “Para tentar baratear o custo final, vale checar qual meio de transporte oferece a menor taxa de frete”, aconselha Gisele Kobayashi, educadora financeira da CK Treinamentos.

Da mesma forma, é bom estar preparado para a cobrança de uma possível taxa, caso a sua compra vá parar na Receita Federal, que utiliza um sistema de triagem para fiscalizar o que entra no país. Assim, não é possível prever se o seu produto será taxado ou não. Mas é melhor contar com o risco. “Apenas mercadorias de até US$ 50 (dólares americanos), enviadas de pessoa física para pessoa física, são isentas de impostos”, afirma Gisele. Por outro lado, produtos com valor superior a este podem ser taxados em até 100% sobre o custo final de venda. “Além do Imposto de Importação, que chega a 60%, podem incidir sobre o produto o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) e o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), que variam de acordo com a classificação da mercadoria e o destino”, completa a especialista.

Por fim, é fundamental levar em consideração a taxa de câmbio, pois as operadoras de cartões de crédito cobram o valor do dólar referente ao dia do fechamento da fatura e não ao dia da compra, o que pode encarecer ainda mais o produto, caso a moeda do outro país sofra uma valorização repentina.

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