Aprenda como poupar com pouco e escolher o investimento certo para o seu perfil de investidor

Pouco dinheiro não é desculpa para guardar dinheiro debaixo do colchão

Ao contrário do que muita gente pensa, com pouco dinheiro é possível investir. E não estamos falando aqui da boa e velha caderneta de poupança, que não vamos considerar aqui como opção de investimento devido a sua baixa rentabilidade. Quando falamos em investimento, estamos nos referindo aos títulos públicos, letras de crédito e até mesmo de algumas opções de renda variável, como ações na bolsa.

Para se ter uma ideia, no caso do Tesouro Direto (aplicações em títulos da dívida do governo) é possível começar a investir comprando apenas 0,01% de um título, respeitado o valor mínimo de R$ 30,00. E o melhor: toda a operação de compra e venda acontece de forma inteiramente online.

Enfim, esse foi apenas um exemplo para demonstrar que pouco dinheiro não é desculpa para guardar dinheiro debaixo do colchão. Ao longo deste post, vamos demonstrar que mesmo sem movimentar grandes volumes de recurso, você pode sair ganhando. Confira!

Estude as opções disponíveis no mercado

O primeiro passo para quem começa a investir é conhecer o seu próprio perfil de investidor. Nesse sentido, a principal pergunta a ser feita é: quanto risco você está disposto a correr? A realidade nos mostra que a maioria das pessoas se comporta de forma conservadora, optando por operações que não incorrem em perdas, como é o caso dos investimentos em renda fixa.

Entendido esse aspecto, se faz necessário compreender o que cada investimento tem a oferecer. Nesse segundo momento, portanto, você precisa correr atrás de informações como: liquidez da aplicação, rentabilidade, custos, entre outros pontos.

Tenha um propósito para o seu investimento

Todo investimento deve estar atrelado a um propósito. Qual é o seu? Adquirir um imóvel? Poupar para a aposentadoria? Pagar a faculdade se seus filhos? Viajar?

Não se esqueça que cada um desses objetivos tem uma data para se concretizar. Quem está pensando na aposentadoria, por exemplo, poderá pensar em uma aplicação cuja data de vencimento seja mais estendida, sendo comum encontrar planos de previdência privada com duração de 10, 20 e até mesmo 30 anos. Ao mesmo tempo, para quem tem como objetivo apenas trocar de carro, será mais interessante optar por uma aplicação cuja data para o resgate seja bem menor.

Nesse sentido, é importante destacar que o resgate antes do vencimento acarreta a perda de rentabilidade para a maioria das aplicações em renda fixa. Daí a necessidade de se pensar em prazos.

Faça um fundo de reserva

Todo investimento deve ser precedido de um fundo de reserva. Isto é, antes de escolher um destino para seu dinheiro, você deve ter acumulado um pequeno capital para qualquer emergência, dinheiro esse que pode ficar em sua poupança, para facilitar a movimentação.

Mas por que tomar esse tipo de precaução?

Essa é uma maneira de você nunca resgatar seu investimento de forma intempestiva. Para elucidar esse ponto, vejamos um exemplo. Imagine que você tenha comprado títulos fixados pela IPCA + com vencimento em 2024 com todos os recursos que você dispõe. Por dois anos você continuou adquirindo mais títulos, sem fazer um fundo de reserva.

Nesse intervalo de tempo, você precisou realizar um procedimento médico urgente que não pode ser custeado por seu plano de saúde. O que fazer nesse caso? A única saída é resgatar seu investimento de forma antecipada, não é mesmo?

Como já destacado anteriormente, isso configura um problema, pois você perderá rentabilidade. No caso do IPCA+, especificamente, você pagará uma alíquota de imposta de renda bem menos amigável sobre os seus ganhos. Um custo que era de 16% sobre a remuneração de seu capital para um resgate em 2024, passará a ser de 22,5%.

Fuja de custos para investir

Os bancos e corretoras, para viabilizarem os investimentos, costumam cobrar uma taxa de corretagem. A depender da instituição financeira, essas taxas podem chegar a até 3% ao ano sobre os recursos investidos.

Pensando na menor depreciação possível de seu capital, é importante, sempre que possível, fugir desses custos. Alguns bancos e corretoras, a depender do tipo de investimento, isentam os clientes da taxa de corretagem ou carregamento. E caso não seja possível, sempre busque pela menor taxa.

Até mesmo 1% faz toda a diferença. Basta pensar esse percentual é aplicado sobre todo o seu capital, não somente sobre os lucros e se trata de uma taxa anual. Agora, faça as contas e veja o tamanho do estrago. Em 10 anos, o que aparentemente eram desprezíveis 1% de taxa, levou um valor considerável do seu suado dinheirinho.

Tags: finanças investimento

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