Aprenda a unir forças para multiplicar a renda do casal

Essa foi a conclusão de Gustavo Cerbasi, especialista em Finanças pela Universidade de Nova York

Problemas financeiros acabam com a harmonia de qualquer casamento. Basta as contas começarem a se multiplicar e o dinheiro sumir, para começar a discussão. Essa foi a conclusão de Gustavo Cerbasi, especialista em Finanças pela Universidade de Nova York, que deu origem ao livro "Casais inteligentes enriquecem juntos". O enredo serviu de inspiração para um grande sucesso do cinema nacional "Até que a sorte nos separe". O filme é engraçado, mas na vida real não é nada divertido viver na corda bamba.

Quem quer manter as discussões sobre dinheiro longe do seu relacionamento deve seguir algumas dicas:

Conheça o seu parceiro: para Cerbasi, o casal financeiramente inteligente é aquele que se conhece bem mutuamente, inclusive do ponto de vista dos hábitos e vícios financeiros. “Ao conhecer bem as manias, os sonhos e desejos da pessoa que amamos, fica mais fácil conversar sobre planos e, também, sobre os obstáculos e sacrifícios necessários para que tais planos se concretizem”, diz ele. O casal inteligente se ajuda nos momentos dos sacrifícios necessários para uma grande conquista.

Some esforços: “dividir despesas é coisa de sociedade, não de casamento. É frustrante para quem ganha mais e sacrificante para quem ganha menos”, diz Cerbasi. O ideal é somar as receitas e tomar decisões conjuntas sobre como lidar com as despesas. Nessa união de forças, devem ser consideradas até as possibilidades de uma das fontes de renda se extinguir e de um dos dois precisar assumir por um tempo o papel de provedor. O casal também deve se apoiar mutuamente no crescimento da carreira de cada um, investindo em cursos, por exemplo. “As conquistas deixam de ser individuais e passam a ser do casal”.

Contas conjuntas: o ideal é ter duas contas conjuntas, diz o especialista. Uma para as movimentações do dia a dia e outra para investimentos, por questões de segurança. As contas separadas são sugeridas apenas para os casos em que um dos dois (ou ambos) tem um comportamento compulsivo e não consegue se organizar ou se controlar nas compras. “Nesse caso, a conta individual funciona apenas como um limitador de recursos para que o planejamento financeiro do casal funcione. A escolha é do casal e jamais uma imposição de uma das partes”.

Sonhos a dois: ter controle financeiro não significa abdicar dos sonhos, alerta o especialista. “Uma vida rica em experiências é apaixonante e fortalece a relação”, diz. Por isso, ele recomenda que o planejamento financeiro deve levar em consideração as necessidades presentes e os sonhos de três elementos: dele, dela e do casal. “Para planos de poupança, as contas devem ser feitas em cima dos sonhos individuais (moda, aquisições, celebrações) e também dos sonhos familiares (como filhos ou moradia). O peso de importância deve ser igual para os três elementos, para que amanhã ninguém fique com o sentimento de que anulou seus sonhos para viabilizar os sonhos do parceiro”.

Tags: casamento família finanças orçamento

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