Aprenda a organizar a vida financeira após um divórcio

É necessário ser racional para evitar surpresas desagradáveis

Apesar de difícil, o divórcio não é o fim da vida. O processo representa o início de uma nova fase, com um período de adaptação e reeducação, inclusive financeira. A consultora financeira Roberta Omeltech diz que é importante analisar os novos custos fixos para estabelecer uma nova organização financeira. “Esse momento é essencial para não deixar nada passar despercebido e evitar surpresas desagradáveis. É preciso saber onde se está e onde se deseja chegar”, garante. Para ajudar a reorganizar a vida financeira após esse momento, é importante seguir algumas orientações:

Seja racional 
Por mais que esse momento envolva sentimentos intensos, é preciso manter a cabeça fria. O advogado Cleverton Cremonese de Souza explica que não é fácil separar o emocional do financeiro, o que pode dificultar uma eventual separação consensual. “Por isso, indica-se a presença de um especialista para evitar um processo traumático”, diz.

Reorganize a situação financeira
Se os bons hábitos financeiros devem ser cultivados em todos os momentos da vida, esta premissa é ainda mais importante no momento do divórcio. O economista Mehanna Mehanna diz que é necessário um rigoroso controle do que entra e sai na conta. “A tecnologia facilita esse processo, disponibilizando sites, planilhas e aplicativos e ajudando a mapear os gastos que estão pesando no orçamento”, informa.

Não abra mão dos direitos 
O advogado Cleverton Souza explica que, numa separação, existem inúmeras situações que devem ser avaliadas, caso a caso, para se chegar a divisão justa para o casal. “A pressa para se desfazer de um bem (como um imóvel, por exemplo) impacta diretamente em sua desvalorização. O ideal é avaliar a relação e o quanto o casal está disposto a comprometer seu patrimônio para fazer a divisão dos bens. Consultar um advogado para entender se a venda ajuda, de fato, a acelerar o processo é a melhor saída, uma vez que o casal pode agir impulsivamente e ambos saírem perdendo dinheiro”, enfatiza.

Divida as despesas dos filhos
“Recomendo sempre que a reserva para os filhos seja feita antes do nascimento, em poupança, títulos ou previdência privada. Com os filhos educados financeiramente, é provável que esse investimento seja aproveitado melhor no momento do resgate”, afirma Mehanna. Já Cleverton Souza, explica que a guarda dos filhos é concedida para o cônjuge que apresenta melhores condições para gerenciar a vida da criança. Nesse caso, quem não ficar com a guarda, mas possuir esses requisitos, deverá pagar à criança uma pensão, direcionada para as necessidades básicas. “Existe ainda a possibilidade legal de concessão de guarda compartilhada, na qual o casal permanece com as obrigações em relação aos rumos da vida do menor, podendo exercer conjuntamente todos os direitos e deveres”, finaliza.

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